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GUANAMBI: CENTENÁRIO FICA MAIS PERTO!

Especial

Sábado, 13 de Agosto de 2016

Só faltam 3. Isso mesmo, três anos para Guanambi entrar no seleto time das cidades centenárias da Bahia. O município de Guanambi, completa neste 14 de agosto, 97 anos de emancipação política e administrativa. Quase centenária, a cidade vive momentos de grande desenvolvimento econômico e social, além de extraordinário investimento privado em educação e saúde, transformaram a pacata cidade, em uma grande metrópole. Com seus 85 mil habitantes, a euforia e o otimismo desponta-se nos rostos dos empresários, médicos, trabalhadores, políticos, todos unânimes concordam:  Mesmo o país atravessando sua pior recessão, o momento em Guanambi é de crescimento e expanção econômica.


História e Origem


Segundo relatos de antigos moradores, uma mulher de nome Bela, devota de Santo Antônio, construiu uma casa de taipa nas proximidades do Riacho Belém, na margem direita do Carnaíba de Dentro. Desde então para ali se convergiam os moradores da vizinhança que, juntamente com aquela mulher, todos os anos rezavam benditos e ladainhas para aquele santo. Esse encontro rapidamente se transformou num festejo de muitos dias. Bela promovia festas com frequência, o que atraía muita gente para o lugar, principalmente aos domingos e dias santos. Assim foram surgindo outras casas, cujos moradores procediam de vilas e lugarejos da região.


Outra versão é que Bela tinha uma filha muito simpática chamada Flor. Era comum durante as cerimônias de Santo Antônio, iniciar as festividades apenas depois que todos beijassem a imagem do santo, a começar pela filha da dona da casa, a bonita Flor. Querendo que a festa se iniciasse logo, todos os presentes pediam: “Beija, Flor! Beija, Flor!” Assim, o povo passou a chamar o referido lugar de Beija-flor.


Porém, numa terceira versão, a denominação Beija-Flor, dada ao arraial, veio da pequena ave, da espécie colibri, pois o terreno sempre úmido de vazante, contíguo ao local do arraial, permitia a existência de flores silvestres e, em consequência, a presença de muitos beija-flores.


O nome Guanambi é originário do tupi-guarani, das palavras guainumbi, guanumbi, guanambi, que significam beija-flor.


Em 1870, quando o arraial já se encontrava em desenvolvimento, durante uma missão católica no local, o fazendeiro Joaquim Dias Guimarães doou parte das terras do arraial para a construção de uma capela.


Em 1880, foi criado o Distrito de Paz de Bela Flor pertencente ao município de Monte Alto (Lei provincial nº. 1797 de 23 de junho de 1880). Embora oficialmente tivesse a denominação de Bela-Flor, por muito tempo persistiu o nome de Beija-Flor, com o qual o lugar se tornara conhecido.


No ano de 1919, através da Lei Estadual nº 1.364, de 14 de agosto desse ano, Bela Flor foi desmembrado de Monte Alto, porém a instalação do novo município só se deu em 1º de janeiro de 1920, quando Balbino Gabriel de Araújo Cajaíba tomou posse como o primeiro intendente.


História Política


A política dos "Caititus" X "Morcegos"- Nas décadas de 20 e 30 existiam em Guanambi duas facções políticas das mais acirradas possíveis: a dos "Caititus", liderada por Dr. Fernandes, que logo se revelou um oposicionista à primeira administração municipal e a dos "Morcegos", que tinha como líder o Coronel Balbino Cajaíba. Essa disputa prolongou-se por vários anos, através dos representantes destes políticos influentes no meio social daquele período. Devido a muitas brigas à mão armada, a população viveu anos de pavor e insegurança provocados pelo embate político que ficou registrado na história.


A política dos "Jacus" X "Carcarás" - Na política sempre houve, um nome popular para destacar situação e oposição. Em Guanambi, a partir de 1.976 surgia em nosso meio um movimento político muito acirrado, conhecido como "Jacus" e "Carcarás". Os "Jacus" foram liderados, a princípio, por José Humberto Nunes. Essa tendência ainda está presente em nosso município através de alguns representantes políticos. Os "Carcarás" foram chefiados por Binha Teixeira e Nilo Coelho e tiveram maior influência a partir de 1.982, época em que Nilo disputava as eleições para prefeito do Município.


Poder Executivo


Intendentes


1920/1921 - Balbino Gabriel de Araújo Cajahyba
1921/1924 - João Exalto de Araújo
1924/1928 - Mário Spínola Teixeira


Prefeitos


1928/1929 – eleito - José de Castro Bastos
1930/1932 – interino - José Ferreira Costa
1932/1936 – nomeado - Helvécio Rufino de Oliveira Martins
1936/1943 – eleito - José Ferreira Costa
12/8/43 - 11/10/44 – interino - Domingos Antônio Teixeira
1944/1945 – nomeado - Benjamim Vieira Costa
12/6/45 - 19/11/45 – nomeado - Nelson Bastos de Castro
19/11/45 - 28/12/45 – nomeado - Milton Costa (juiz da Comarca)
28/12/45 - 20/05/46 – interino - Domingos Antônio Teixeira
1946/1947 – nomeado - Nelson Bastos de Castro
31/05/47 - 12/01/48 – nomeado - Domingos Antônio Teixeira
1948/1951 – eleito - Nelson Bastos de Castro
1951/1955 – eleito - Joaquim Fernandes
1955/1959 – eleito - José Humberto Nunes
1959/1963 – eleito- Joaquim Fernandes
1963/1967 – eleito - José Humberto Nunes
1967/1971 – eleito - Jonas Rodrigues da Silva
1971/1973 – eleito - José Humberto Nunes
1973/1977 – eleito - Jonas Rodrigues da Silva
1977/1983 – eleito - José Neves Teixeira
1983/1986 – eleito - Nilo Augusto Moraes Coelho
1986/1989 - vice eleito - Gileno Pereira Donato
1989/1992 – eleito - José Neves Teixeira
1992/1997 – eleito - Hildevaldo Alves Boa Sorte
1997/2001 – eleita - Sizaltina Rodrigues Donato
2001/2005 – eleito - Ariovaldo Vieira Boa Sorte
2005/2008 – eleito - Nilo Augusto Moraes Coelho


Datas e registros


1870 - Doadas as terras do arraial de Beija-Flor para a Paróquia de Santo Antônio pelo fazendeiro Joaquim Dias Guimarães.
1880 - Criado o distrito de Paz de Beija-Flor, ligado ao município de Monte Alto.
1898 - Criada a agência postal de Beija-Flor.
1902 - Instalada a estação telefônica de Beija-Flor.
1909 - Instalada a estação telegráfica de Beija-Flor.
1919 - Criado o município de Guanambi (Lei Estadual nº. 1.364 de 14/8).
1920 - Instalado o município de Guanambi e criado o distrito de Mocambo.
1922 - Instalada a Coletoria Estadual.
1927 - Roda, dia 20 de maio, o primeiro automóvel na cidade.
1928 - O distrito do Gentio, pela Lei Estadual nº. 2.133 de 9 de agosto, é anexado a Guanambi, desmembrado do de Urandi.
1929 - Criado o distrito de Paz de Itaguaçu (Lei Estadual nº. 2.219 de 20/8) e criada a Comarca de Guanambi, dia 14 de setembro, pela Lei nº. 2.225.
1931 - O município de Monte Alto é anexado ao de Guanambi, funcionando como subprefeitura de 8/7/1931a 22/7/1933.
1933 - Transferência de coletoria federal de Monte Alto para Guanambi.
1938 - Inaugurada a primeira escola estadual de Guanambi, o Grupo Escolar Getúlio Vargas, fundado em 10/11.
1939 - Inaugurado o Cemitério Municipal do Senhor do Bomfim.
1945 - Mudados os topônimos de "Itaguaçu" para "Mutãs" e "Mucambo" para "Candiba" e inauguração do Cine Tupi (primeiro da cidade) e instalação do Escritório do IBGE.
1950 - Inaugurado o Mercado Municipal (hoje Mercado das Artes).


1953 - Morre o deputado Gercino Coelho, de acidente aéreo (11/9).


2002-   Circula pela primeira o jornal O POPULAR


Dados Geográficos - Guanambi tem uma área de 1.292 Km2, com uma altitude de 525 metros acima do nível do mar. Está distante 796 km de Salvador, sendo interligado à capital pelas BR-030, BA-262 e BR-324 e faz parte da Mesorregião Centro-sul Baiano e da Microrregião denominada Guanambi, tendo os seus limites com os municípios de Igaporã, Caetité,e Matina, Candiba, Sebastião Laranjeiras, Pindaí, Caetité e Palmas de Monte Alto.


Possui um clima semi-árido, com temperaturas médias de 25º C e o período de chuvas costuma ser no período de setembro a março.


Hidrografia – O município é banhado pelos rios Carnaíba de Dentro e Carnaíba de Fora, afluentes do Rio das Rãs, que por sua vez desemboca no rio São Francisco, tendo como afluentes os riachos, Rega Pé, Sacouto, Belém, Porco Magro e Muquém, que não são perenes, correndo apenas durante as estações chuvosas.


Relevo – Com um território pouco acidentado, possui desníveis isolados, como o contraforte das serras do Espinhaço, que o limita com o município de Caetité. Seu relevo é caracterizado pela presença do Pediplano Sertanejo, dos Patamares Orientais e Ocidentais e do Espinhaço, além das superfícies dos Gerais e do Planalto do Espinhaço.


Vegetação – Predomina-se caatinga, com plantas rasteiras, onde se destacam os terrenos de capoeira.


População – De acordo com o censo de 2012, o município tem 85.500 habitantes.


Pontos Turísticos


Lagoa da Espera - Nas encostas da Serra Geral da Bahia (Serra do Monte Alto), às margens de um lago, surgiu um arraial constituído de caçadores, vaqueiros e tropeiros ou bruaqueiros. Havia nas proximidades da Lagoa da Espera enormes currais de gado que possibilitavam melhores condições no trabalho com a criação que, solta no mato, voltava para beber água naquele manancial.


A Lagoa da Espera era também ponto de caça dos primeiros moradores, índios que armavam ali jiraus à beira do lago para caça e pesca. Daí o nome “Lagoa da Espera”. Foi também passagem de tropeiros que faziam o transporte de mercadorias, para a região do São Francisco.


Pedra Cogumelo – Fica na Fazenda Caiçara, a poucos quilômetros da sede. É uma estrutura rochosa que revela uma beleza que só a natureza pode ofertar. Seu aspecto é oval e equilibra-se em outra rocha originando o formato de um cogumelo.


Morro de Ceraíma – Distante da sede a 12 km é uma paisagem que apresenta uma visão privilegiada da Barragem e da Vila de Ceraíma.


Barragem de Ceraíma – Construída em 1948, o açude tem a capacidade de armazenar 58 milhões de metros cúbicos de água e abastece toda a cidade, além de outros municípios vizinhos. A construção da represa encobriu a antiga Vila de Ceraíma e uma nova vila foi construída próxima às suas margens. É um local de beleza incomparável, rodeado por muitos morros.


Toca do Índio - Localizada a poucos quilômetros da cidade, a gruta já foi morada de índios que habitavam a região. Em seu interior se encontram inúmeras pinturas rupestres, o que dá à paisagem local uma beleza ímpar, além de sua importância arqueológica.


Serra de Mutans – Localizada no distrito de Mutans, a 36 km da sede, nos limites de Guanambi e Sebastião Laranjeiras, constitui um grande monumento esculpido pela natureza, com grandes paredões rochosos desgastados pela erosão.


Pedra do Tanque – Às margens da BR 030, sentido Guanambi/Palmas de Monte Alto, é uma formação rochosa oval com alguns blocos de pedras ostentados em seu cume, o que dá ao lugar um panorama de muita beleza.


Manifestações Culturais


Festas juninas – Durante as festas juninas, a Praça Henrique Pereira Donato se transforma numa réplica de uma vila do interior, onde são realizados shows musicais, festival de quadrilhas e outras apresentações, além de feira de artesanato e barraquinhas com comidas típicas.


Reisado - Herança dos tempos coloniais, a prática relembra festivamente a visita que os reis magos fizeram ao menino Jesus, recém-nascido. Costuma ocorrer entre os dias 24 de dezembro e 6 de janeiro no distrito de Morrinhos. Os ternos de reis, usando instrumentos feitos pelos seus próprios componentes (bumba, caixa, pandeiro, gaitas, etc.), visitam as casas, onde cantam, dançam e tocam ao redor de um presépio.


Vai-de-virá – Sobrevivendo graças à resistência da Comunidade de Tabua grande, é uma dança típica realizada em círculo, ao som de um pandeiro e de uma caixa. Tem características parecidas com as rodas de samba realizadas pelos escravos nas senzalas.


Marujada - É uma manifestação cultural de origem portuguesa, conta a luta dos portugueses contra os Mouros (árabes) que invadiram a Península Ibérica. Os participantes formam dois grupos identificados pelas cores das vestimentas: um grupo usando branco e azul, o outro usando branco e vermelho. Todos cantam, dançam e simulam batalhas durante a apresentação. O grande mestre da Marujada em Guanambi foi “Seu Leca”, hoje já falecido.


Cavalgada – Também é uma manifestação de características portuguesas, com grupos de montaria ou de cavaleiros que participam de grandes desfiles e festas. Um dos grandes incentivadores e organizadores de eventos desta natureza em Guanambi é o locutor Uchôa Cavalcante.


Abraço à cidade – Realizado pela fundação Joaquim Dias Guimarães, já faz parte da tradição nas comemorações do aniversário de Guanambi. É uma demonstração de afeto, amor e carinho. É uma corrente humana, reunindo diversas classes sociais e políticas, que se forma com o simples gesto de dar as mãos em volta do lugar onde de fato iniciou a povoação da sede, na Praça Coronel Cajaíba.


Patrimônio Histórico


Memorial Casa de Dona Dedé - Antigo casarão em estilo neoclássico do final do século XIX, localizado às margens do Rio carnaíba de Dentro, na Rua Manoel Vitorino, centro, pertenceu a Helvécio Rufino de Oliveira Martins, falecido em 1940, quando ficou para sua viúva, Deolinda Pereira Martins (Dona Dedé), falecida em 1967. Conhecido como “Casa de Dona Dedé”, expõe vários objetos e móveis da época de sua construção. Funciona no horário das 14 às 20 h, com entrada franca.


Sobradinho de Joaquim Domingues de Souza – Localizado na Praça Tancredo Neves, centro, foi construído no ano de 1930, tendo em suas paredes internas vários trabalhos a óleo de autoria do artista João Pintor.
Solar dos Barros - Construída na década de 60 por Osvaldino José de Souza e localizado Rua Rodrigues Lima, S/Nº, no distrito de Mutans, a popular Casa de Gambá, assim chamada por nela ter residido o morador Antônio Gambá, já foi sede dos Correios, sendo adquirida pela prefeitura, que pretende fazer sua restauração.


Casa dos Prates – Com 18 cômodos de formidável distribuição arquitetônica, além de um jardim que ornamenta sua estrutura física, a casa destaca-se, sobretudo, por apresentar em seu exterior um número de 19 janelas em estilo neocolonial. Está localizada na Praça Joaquim Prates, no distrito de Mutans. O casarão foi construída no início da década de 30 por Rogaciano Francisco de Moraes. Em dezembro de 1939, Joaquim Prates torna-se o seu proprietário, onde foi residir com seus familiares.


Igreja Matriz - A Paróquia de Santo Antônio, situada na Praça Getúlio Vargas, foi construída a partir de 1870, marco da fundação de Beija-Flor. Suas linhas arquitetônicas da época neocolonial retratam a memória da cidade. É um cartão postal da cidade.


Grupo Escolar Getúlio Vargas – É a primeira escola estadual da cidade. Foi inaugurada em 10 de novembro de 1938 pelo intendente José Ferreira Costa, ainda permanece ativa e histórica. Está situada na Praça Tancredo Neves.


Mercado Municipal - Inaugurado em 1950 na gestão de Nelson Castro Bastos, contribuiu durante muitos anos para o comércio local. Atualmente, com o nome de Mercado de Artes, localizado na Praça Coronel Cajaíba, comercializa flores e produtos artesanais de Guanambi.


Prédio dos Correios – Com uma arquitetura moderna, foi construído em 1960 na Praça Getúlio Vargas, e desde então vem contribuindo para o desenvolvimento do município.


Túmulo de Joaquim Dias Guimarães – Está construído na parte interna de uma residência na Rua 7 de Setembro, 151 (antiga Rua das 7 Portas), é o sepulcro de um dos fundadores do Arraial de Beija-Flor.


Casa Grande da Fazenda Poço Comprido - É um edifício de relevante interesse arquitetônico, desenvolvido em um piso. Apresenta sótão central, sem iluminação, que aproveita o desvão do telhado e que funciona como depósito. Possui planta regular, recoberta por telhado em quatro águas com terminação do tipo beira-seveira. Em dois dos quartos e nas salas principais existem vestígios de barras de pintura policromática, que teriam sido executados por Francisco Alves Badaró. Na parte posterior do edifício existe um grande pomar. O acesso a casa se faz partindo-se da Sede Municipal pela BR-030, na direção de Palmas de Montes Alto. Na altura de 5 km, toma-se à direita uma estrada vicinal, por onde se deverá percorrer 12 km, aproximadamente, até chegar à fazenda. Atualmente restaurada pela Prefeitura Municipal de Guanambi.


Hino – Guanambi


Raiou a alvorada
O Sol brilhante surgiu
Doirando vales e serras
E as terras desses baixios
Das pedras brotaram flores
No meio dos chapadões
Erguem-se em primores
Edificadas as gerações


Cruzou mil horizontes
Teu nome em guarani
Teus filhos batalham fortes
Salve, Salve! Oh Guanambi


És berço de um povo forte
Gigante e varonil
Valente e decidido
Que luta sem ser hostil
Teus filhos têm muitos credos
Que elevam num só labor
São elos de uma corrente
Unindo forças de paz e amor


Cruzou mil horizontes
Teu nome em guarani
Teus filhos batalham fortes
Salve, Salve! Oh Guanambi


As lutas que aqui travaram
Deixaram de saldo a glória
Trabalho e muito afinco
Forjaram tua própria história
Do solo quente e fértil
Jorraram riquezas mil
Teus ricos capulhos brancos
Geram divisas para o Brasil.


(Letra e Música: José Aparecido de Azevedo)


Por: Jorge Jornais- O POPULAR


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